Como aproveitar a lógica do Super Mario World como estratégia de gamificação

Gamificação

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Como aproveitar a lógica do Super Mario World como estratégia de gamificação

No artigo anterior, nós falamos sobre os 3 principais resultados da criação de desenvolver uma estratégia de gamificação (desafio x recompensa) nos negócios, pois esse tipo de ação engaja o usuário, que dedica-se em tempo, esforço e atenção para cumprir os objetivos propostos. Quem joga, quer ganhar. E ganhar é sinônimo de obter um prêmio, uma vantagem, um incentivo ou, principalmente, um sentimento de conquista. Ainda que o prêmio seja ver uma “barra de progresso” completa, existe uma satisfação natural de conquista por parte do ser humano.

Para uma correta utilização do conceito de gamificação, é preciso entender de que maneira os jogos de vídeo game conseguem “engajar” os jogadores e, a partir daí extrair lições que possam se aplicar aos negócios. É necessário que a empresa demonstre, da maneira que for, o caminho que o usuário deverá percorrer até alcançar o objetivo final, para que lhe seja despertada a curiosidade do próximo passo.

Nesse artigo, escolhemos um dos jogos mais vendidos da história dos consoles de video game como objeto de estudo: o Super Mario World. Em paralelo, vamos tomar como exemplo uma empresa que adota a estratégia de gamificação para incentivar os seus usuários a explorar todas as áreas de um aplicativo recém-lançado. Vamos conferir na tabela abaixo:

Gamificação com Super Mario World
Aplicativo móvel - Gamificação
O jogador quer explorar o mapa, que mostra as próximas fases a serem desbravadas.
O jogador precisa conquistar as regiões, como a dos fantasmas, da neve, do deserto e subaquática, por exemplo.
O jogador conquista diversas premiações ao longo do jogo: moedas, estrelas, mais vida, encontra o Yoshi, cogumelos, pena etc.
Salvar a princesa das garras do inimigo e libertar os Yoshi’s.
O que mantém o interesse do jogador/usuário?
Quais são as etapas/fases?
Quais são as recompensas recorrentes?
Qual é o objetivo final?
O usuário quer completar uma barra de porcentagem, que indica o gap para chegar ao final.
O usuário precisa passar por todas as telas do app, como a de dashboards, dados detalhados e configurações avançadas, por exemplo.
O usuário conquista premiações nominais, associadas ao exército, por exemplo: começa como soldado e segue evoluindo para cabo, sargento, tenente, capitão, major, coronel e marechal..
Dominar o aplicativo e tornar-se o “marechal”.
Em ambos os casos, a recompensa final é o SENTIMENTO DE CONQUISTA!

Combinar trabalho e diversão pode parecer contraditório para algumas empresas mais conservadoras, mas algumas mais inovadoras que o fazem estão percebendo resultados rápidos e efetivos. Aqui, demos um exemplo inicial de como a mecânica dos jogos pode ser aplicada em um objetivo de negócio. Na gamificação, o que vale é a criatividade e, por isso, as “recompensas” podem ter diversos formatos (brindes, descontos, medalhas virtuais etc), bem como a estratégia pode ser aplicada para uma grande diversidade de objetivos de negócio, inclusive mais complexos do que esse.

No próximo artigo, nós abordaremos algumas situações do dia-a-dia, nas quais usamos estratégias de recompensa, para que consigamos enriquecer ainda mais essa introdução sobre o mundo lúdico das estratégias de game aplicado nos negócios. Assine nossa newsletter e fique de olho nas novidades!

Entendeu como funciona a lógica da gamificação?

Cada vez mais empresas vem adotando estratégias de gamificação para engajar os seus clientes, colaboradores e/ou stakeholders a atingirem os seus objetivos de negócio.